Pensamento de Henry Ford

Nossos fracassos são, às vezes, mais frutíferos que os êxitos.

se tá na net

se tá na net
se pá no mundo
pq a conexão
é desigual
se tá na net
vai p/ rede
teia de amigos
vc tá frito
se tá na net
é efeito dominó
amores líquidos
preste atenção
se tá na net
novos amigos
muitos bons
muitos maus
se tá na net
tem discussão
diga ñ:
a discriminação!

(Leonardo Gusmão)

Novidade musical: Edu Nunez

Pop/Rock com conteúdo. Essa é a mentalidade do jovem soteropolitano Edu Nunez (27), que está lançando seu primeiro EP intitulado “Deixa Estar” (disponível para download em http://www.edununez.com.br ) . Nesse álbum compacto, o cantor, compositor e exímio guitarrista e violonista apresenta quatro canções autorais que farão parte do seu disco, “Universo ao Avesso”, com previsão de lançamento para o segundo semestre deste ano. Assim como o EP, o CD também é marcado por composições do próprio Edu.
Edu Nunez se debruçou completamente na música há exatos um ano quando parou de atuar como advogado, destinando todo seu tempo a arte.
Suas canções apresentam arranjos muito bem elaborados, melodias e harmonias limpas e de extrema técnica. As letras de suas músicas também trazem contornos de certa poesia, o que o diferencia de outros artistas que atuam nesse gênero musical.
A banda base que o acompanha também merece destaque. Composta por Jorge Solovera (produtor, engenheiro de som e guitarrista) que produziu seu EP e seu disco; Rodrigo Fróes (baixista); Anderson Rocha “Amokachi” (teclados) e Mauro Tahin (bateria) dão sustentação a promessa.
Suas influências vão do contemporâneo John Mayer até o clássico The Beatles e passa pela MPB e Rock brasileiro, com Lenine, Milton Nascimento e Paralamas do Sucesso, respectivamente.
A capital baiana clamava por um som diferente. Apresento, Edu Nunez de Salvador, Bahia.

Para acompanhar outros vídeo do Edu Nunez, acessem o meu canal no youtube (http://www.youtube.com/user/gusmaojp/videos ), onde encontrarão vídeos do primeiro show autoral dele, no Teatro Eva Herz, na Livraria Cultura.

Texto: Leonardo Gusmão

Finalista do concurso de composição

Sabem de uma? Estou muito feliz!

Hoje, recebi a confirmação de que estou classificado para grande final do concurso de composição do cantor e compositor Leoni. Já estou com minha foto na página destinada a fase final (http://www.leoni.art.br/post.php?titulo=sobre-o-concurso-de-composicao-as-votacoes-e-a-final)

O concurso começou no mês de março e chegou até agora, após uma série de eliminatórias e semi-finais, as quais tive que contar com o voto popular.

A competição se baseia no seguinte: o Leoni criou uma melodia igual para todos os participantes, que deveriam fazer uma letra para tal sonoridade. Eu fiz a letra para a canção, que intitulei de “Uma vida sem amor não há”, cuja letra é:

A cada dia sonho com você
O sol sorriu sem por que
Meu coração é ponte de alcançar
Uma vida sem amor não há.

Minhas ideias vagam sem lugar
Saudade cessa ao te encontrar
Sozinho a busca é tua boca
Vou me enroscar por tuas roupas.

Sob um céu sem estrelas
O dia nasceu sem te acordar
Cada vez que o seu nome
É lembrado no meu sonhar.

Com nós dois
O amor não volta
Vai e não sai nunca mais
O eterno não vai acabar.

Eu vou sempre te amar
Sempre te amar
Sempre te amar

Nesta última fase, os 10 finalistas serão julgados por um júri técnico, que vai escolher apenas uma composição como a grande vencedora do concurso. O resultado será divulgado na segunda-feira (28/05).

Então é isso. Queria agradecer a todos que votaram em mim, isto é, na minha composição e me levaram a esta vitória (já me considero um vitorioso por estar numa final).

Obrigado e viva a poesia!

Leonardo Gusmão.

Passagem, caminho

Escada é plataforma
Cada degrau é altar
O início é o fundo
O final é o princípio.

Escada aponta tudo
E do tudo chega nada
Bússola com direção
Ambíguo sentido, única.

Longa ou curta
Viagem com volta
Passado, presente, futuro
Passagem, caminho, agora.

(Leonardo Gusmão)

Foto: Silvana Amaral

Alma de artista

A Modernidade trouxe consigo dois pilares formadores de um projeto sócio-cultural da sociedade. O primeiro pilar estava fincado em três princípios e tinha caráter regulativo, em que a repressão era necessária para a ordem dos cidadãos. O outro pilar -e mais interessante- é o da emancipação. O ser humano estava livre para criar, pensar e fazer. O novo aparecia e a partir daí que surge e evolui a racionalidade estético-expressiva da arte e da literatura, além da ética, do direito, da ciência e da técnica.
A liberdade é o princípio máximo e legal do artista. O artista é livre. Seria uma regra? Uma lei? Pode ser que sim, embora o artista não esteja preso a ordens impostas.
Muito pergunta-se: de onde vem o conhecimento artístico e a inspiração? O conhecimento artístico é proveniente das experiências com as mais diferentes formas de fazer arte. Ele tem muita relação com o dom que cada ser humano tem no seu nascimento e desenvolve ao decorrer da vida. No entanto, sem a prática, sem a técnica e o aperfeiçoamento, a criação do novo também fica prejudicada. Logo, é necessário praticar. A inspiração não possui uma definição bem organizada. É possível entrar no campo da filosofia, da sociologia, das artes visuais, textuais, sonoras e muitos outros segmentos do conhecimento. Acredito veementemente que a inspiração é uma luz, um insight que vem de qualquer situação a qual o indivíduo está passando ou já passou. É como se as marcas dessas situação estivem incrustadas na mente, na alma, no coração, e, por conseguinte, em todo o corpo.
O artista trabalha com arte, com o novo e a percepção de mundo. Todos nós podemos ser artistas. O artista recria o mundo das mais diferentes formas e dimensões através de pinturas, esculturas, poesias, crônicas, contos, músicas, danças, artes cênicas e muito mais coisas. O artista faz arte pensando no próximo. Não há vaidade. Quem “consome” a arte, ou melhor, quem aprecia a arte também é um artista, já que está presenciando uma obra feita do artista para o povo, isto é, para outros artistas.
Pensadores e filósofos, também, somos nós. Descartes já havia dito: cogito ergo sum (penso, logo existo), e assim, o pensamento é a plataforma de diferenciação dos homens e as demais espécies existentes. Se pensamos, logo elaboramos ideias e dessas ideias, surgem as críticas e os questionamentos. Portanto, somos filósofos, pois questionamos e indagamos.
Sejamos artistas para todo sempre. Procure dentro de si sua alma de artista, porque ela existe, só deixe-a florescer.

Texto: Leonardo Gusmão

Novidade musical: Márcio Lugó

Márcio Lugó é mais um jovem músico no cenário paulistano. Ele é formado na Faculdade Santa Marcelina, e lá, estudou contrabaixo. Apesar de o baixo ser seu instrumento precípuo, ele toca violão nos shows da carreira solo.
Tem influências do rock dos ano 70, do rock progressivo e, também, do heavy metal. Suas influências não param por aí e chegam até a Música Popular Brasileira, sua verdadeira “praia”.
Márcio lançou em 2010 seu primeiro CD chamado “Desacelera” e mostra letras bem atuais, focadas no cotidiano e nos problemas sociais, os quais o mundo abriga. Suas melodias são bastantes instigantes e bem elaboradas.
Márcio Lugó -cantor e compositor- tem muito talento e pode brilhar ainda mais.

A base do texto foi retirada do site oficial do artista
Edição: Leonardo Gusmão

Os Vingadores (The Avengers, 2012)

Com o surpreendente sucesso de Homem de Ferro em 2008, a Marvel deu início à preparação do seu mega-projeto cinematográfico. Desse ano pra cá, chegaram aos cinemas O Incrível Hulk, Homem de Ferro 2, Thor e Capitão América. Todos os quatro são filmes esquecíveis, feitos sob medida para agradar ao grande público, e cuja principal função era familiarizar esse heróis e seus universos para que quando Os Vingadores chegasse aos cinemas, colocasse um zilhão de dólares nos cofres da Marvel. E não é que deu certo?
A trama é bem simples, o vingativo Loki (Tom Hiddleston) quer dominar a Terra com a ajuda de um exército alienígena conhecido como os Chitauri. Para impedi-lo, o chefe da S.H.I.E.L.D. Nick Fury (Samuel L. Jackson) precisa reunir Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Capitão América (Chris Evans), Thor (Chris Hemsworth), Hulk (Mark Ruffalo), Viúva Negra (Scarlett Johansson) e Gavião (Jeremy Renner).
Talvez a maior surpresa desse filme seja a figura de Joss Whedon. Conhecido como criador das series Buffy, Caça Vampiros, Firefly e Dollhouse, a escolha de Whedon para comandar uma superprodução dessa escala se mostrou um tanto inusitada. Porém Whedon é também famoso por seu conhecimento enciclopédico de quadrinhos, algo que ele imprime em cada frame de seu filme. Não, Whedon não é um grande diretor, mas mesmo assim consegue manter a história sempre em movimento e divide muito bem o tempo de tela de cada personagem. Ele também se sai muito bem na grande batalha que ocupa a maior parte do terceiro ato. Longa, com inúmeros personagens (digitais e reais) e incrivelmente complexa tecnicamente, Whedon dirige com a habilidade de um veterano do gênero. Seu maior erro talvez seja evitar mostrar uma sequer baixa humana durante a destruição do centro de Manhattan, o que acaba tirando um pouco do impacto do clímax.
Mas vamos ao roteiro de Whedon. Quem já asssistiu à algum episódio das séries mencionadas acima, sabe que seus personagens tem sua marca registrada nas piadas espirituosas e constantes referências à filmes, seriados, livros, músicas e outros itens da cultura pop. Isso se encaixa perfeitamente na fórmula de sucesso da Marvel, de super-heróis que enquanto socam vilões despreocupadamente, gostam de fazer pequenos comentários sarcásticos ou irônicos. Se estruturalmente Whedon segue a linha mais convencional possível (hérois são reunidos, brigam e se separam, mas se juntam para combater o inimigo no final), compensa por recheiar o filme de piadas. A maioria delas funciona (o “confronto” entre Hulk e Loki é hilário), mas algumas soam previsíveis e um pouco infantis.
Robert Downey Jr. mais uma vez é destaque graças ao seu grande timing cômico e ao gigantesco ego de seu Tony Stark. A persona relaxada e calma de Mark Ruffalo funciona muito bem como contraste ao raivoso Hulk, resultando na melhor incarnação do personagem nos cinemas, e Scarlett Johansson não tem muito o que fazer já que seu personagem só precisar saber lutar e ser sexy. O talentoso Jeremy Renner fica preso num papel extremamente limitado, e Chris Hemsworth e Chris Evans fazem um trabalho competente, mas nada digno de nota. E Samuel L. Jackson basicamente só precisa aparecer em cena, já que depois de anos interpretando caras durões, ele faz o trabalho no piloto automático (pena que a censura leve o impeça de soltar um clássico “Motherfucker!, mas fazer o que).
Irreverente e divertido, Os Vingadores não possui a profundidade nem a inteligência dos Batmans de Christopher Nolan ou dos bons filmes dos X-Men, mas como entrenimento vazio cumpre muito bem a sua função.

Texto: Bruno Rubeiz

Mantra Lua

Lua no meu olhar
Lua que cai do céu
Lua que passas sem perceber
é a Lua que te segues.

Lua que vai
Lua que diz
Lua com nome
Lua que é nome.

Lua que sensibiliza
Lua que brilha
Lua que faz
Lua da paz.

Apareça, Lua
Transmita, transpire
E diga:
eu sou toda sua.

(Leonardo Gusmão)

Quero

Quero sair de mim
Voar como uma ave
Sem caminho de volta.

Quero saber viver
Conhecer o desconhecido
E o impossível.

Quero me encontrar em mim
Desencontrar com a realidade
E sentir o sabor do nada.

Vou andar na imaginação
Soltar a voz nas canções
Não importando quem não ouviu.

Sou aquele que está louco
Enlouquecido até se achar
Lúcido de procurar.

Vou escrever até a morte
Lapidar minha poesia na cova da história
E que a prosa torne-se legado.

Quero a verdade
Construir-me a cada idade
Até entender quem sou eu.

(Leonardo Gusmão)

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